Grupo de Estudos Africanos da Casa das Áfricas Segueremó
O Grupo de Estudos Africanos desenvolve atividades pesquisa e oferece um espaço de discussões - Ponto de encontros - sobre o continente africano.
Atualmente é coordenado por Denise Dias Barros (em convênio com a Universidade de São Paulo).
Ponto de encontros
Debates, leituras e discussão de filmes sobre as contribuições das sociedades africanas, suas histórias e práticas sociais.
Participantes: André Briant; André Paula Bueno; Carlos Subuhana; Débora Galvani; Denise Dias Barros; Genivaldo Rodrigues Sobrinho; Gianni Puzzo; Giselle Barros; Ivonaldo Rosa; Juliana de Souza; Marina Berthet;Talita Vecchia.
Pesquisa
A proposta fundamental é reunir pessoas interessadas em iniciar ou dar continuidade a estudos e projetos que sejam vinculados ao continente africano, envolvendo alguma das temáticas:
Saberes africanos:
- negociações culturais coletivas e as estratégias pessoais de equacionamento de conflitos no interior de processos de transformações sociais.
- processos de coexistência de práticas históricas africanas e outras tradições;
- identidades e negociações culturais;
- artesanato: expressões da cultura e da vida cotidiana;
- medicina tradicional;
- habitação, espaço e meio-ambiente;
- oralidade, visualidade e ritualidade como linguagens.
Redes sociais e dádiva
- a formação de redes sociais, os modos de vida, de sociabilidade e de trabalho nas ruas das cidades e nas comunidades rurais;
Processos urbanos:
- modos de vida, sociabilidade e trabalho nas ruas;
- deslocamentos e vulnerabilidade: jovens e crianças entre o urbano e o rural;
- saúde mental e reabilitação comunitária.
Mídias, imaginário e processos identitários:
- tecnologia de informação e audiovisual;
- a importância das novas mídias nos processos identitários.
Mudanças sociais e desenvolvimento:
- debates;
- embates;
- perspectivas.
Participantes:
Denise Dias Barros; André Briant; André Bueno; Carlos Subuhana; Débora Galvani; Gianni Puzzo; Giselle Barros; Talita Vecchia.
Projetos de pesquisa em andamento
Migrações sazonais Dogon: estudo sobre a localidade de Songo
Nosso objetivo centra-se na necessidade em apreender as relações entre as mudanças sociais vinculadas à migração sazonal dogon, na dinâmica de transformação de relações e dos processos rituais, ocorridas em Songo. O fenômeno da migração caracterizado por deslocamentos individuais ou em grupos de jovens motivados, sobretudo, por períodos de seca que ocorreram nas décadas de 70, 80 e 90 e pelos meses de estiagem, cada ano mais duros, não é recente. Entretanto, a intensidade e as formas em que estas migrações têm se modificado rapidamente nos últimos anos: passando de migração periódica ao êxodo permanente, de evento raro a atividade obrigatória de jovens, tanto de homens como mulheres. As primeiras mulheres a migrar foram encontrar seus maridos, entretanto, a partir de 1981, as meninas começaram a viajar com seus maridos após o dote (com cerca de 14 anos) e com o passar dos anos e as dificuldades crescentes elas começaram a migrar independentemente dos homens.
Ritmos rituais de viver. Islã e ancestralidade: práticas dogon (LISA-FAPESP- Casa das Áfricas)
O século XX marcou a história de Songo (localidade Dogon- República do Mali) no qual seus habitantes tiveram que encontrar formas de defrontar-se com a presença muçulmana (fula e tucolor) e francesa. Ocorrem interesses conflitantes que modificariam as formas de solidariedade e de construção da identidade. A adoção do islã teve um período de disputa com ações contra o que se considerou ser fruto de práticas ancestrais hereges. O problema da diferenciação assumiu formas estereotípicas, produzindo um estranhamento frente às práticas históricas e, simultaneamente, um desejo de reconhecimento do Outro, do muçulmano, do europeu, do homem da cidade. O islã parece representar uma escolha pela modernidade, impulsionada pelo turismo e migração. Na capital trava-se nova luta pela auto-estima.
A mídia eletrônica e televisiva entre os Dogon e os Wayana: subsídios para uma crítica cultural
Denise Dias Barros e Paula Morgado (pesquisadora do LISA/USP)
O objetivo central deste estudo é conhecer e analisar as interpretações que têm sido produzidas e difundidas sobre os Dogon e os Wayana em dois veículos de comunicação: de um lado, os programas transmitidos pela televisão e, de outro, os sites de internet. Pretendemos tanto analisar sobre os sujeitos desta produção (o olhar francês) como os sujeitos sobre os quais se fala (os Dogon e os Wayana), buscando compreender a participação ou ausência destes últimos nesta relação de alteridades distanciadas. A tecnologia audiovisual tem se tornado, sobretudo no caso do vídeo, um instrumento de militância utilizado pelas populações autóctones e pelos grupos sociais minoritários. Para nós tornou-se importante investigar se o mesmo estará se dando com relação à internet, isto é, se estará ocorrendo transferência de tecnologia web, quem são seus agentes e quais os processos através dos quais estão se realizando diálogos transculturais através desta mídia.Trata-se, portanto, de retomar o levantamento sobre a representação fílmica transmitida para o grande público pela televisão, incluindo um estudo sobre a representação na rede (web), adotando uma perspectiva comparativa, uma vez que buscamos dados diferenciais para elucidar formas e motivações contemporâneas de representação de alteridades distanciadas. Neste caso, entre a França e duas situações singulares de ex-colônias (República do Mali e Guiana Francesa onde se encontram os Dogon e os Wayana, respectivamente).
Levantamento de teses/dissertações sobre África defendidas em instituições brasileiras
Projeto cujos objetivos mais relevantes são: conhecer e analisar a produção brasileira sobre África, produzida pelos programas de mestrado e doutorado do país; formar um banco de teses e dissertações na biblioteca da Casa das Áfricas.
Projetos em fase inicial
Almamy Niantao: relato de vida e de história do Mali
Cidades africanas: redes sociais e os sentidos das ruas
Reabilitação e comunidade: iniciativas africanas
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