
Vice-Primeiro Ministro da Somália defende ataques aéreos americanos
O Presidente da Eritreia, Isaias Afeworki, disse que o conflito criado na Somália pelo apoio dos Estados Unidos à intervenção da Etiópia pode destabilizar a região.
O Presidente Afeworki apelou à comunidade internacional para tomar medidas de prevenção.
A Eritreia foi acusada num relatório americano de providenciar armas à União dos Tribunais Islâmicos, que foram afastados da capital somali, Mogadishu, no final de dezembro.
O vice-Primeiro Ministro da Somália, Hussein Aideed, defendeu os ataques aéreos ao afirmar que eram necessários para evitar que militantes islâmicos destabilizassem a região.
Aideed disse à BBC que haveria mais ataques se a ameaça dos islamistas persistisse.
"Enquanto os islamitas continuarem a lutar os ataques vão continuar para acabar a missão. "
Oposição americana
Para além da Eritreia, também o Djubouti se manifestou contra os ataques aéreos americanos no início desta semana.
O Djibouti é um forte aliado dos Estados Unidos, que têm uma grande base militar no país.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Djibouti, mahmoud Ali Youssouf, disse ao serviço francês da BBC que o diálogo e não a incursão militar era a melhor forma de resolver a crise na Somália.
"O diálogo político deve ser a única alternativa; a crise na Somália pode encontrar uma paz e solução duradouras se todas as facções da sociedade somali levarem a cabo negociações e recomeçarem o longo processo da reconciliação.'
O novo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que a sua maior viagem no estrangeiro será à Eritreia, onde vai participar na cimeira da União Africana no final deste mês.
Ban disse que África seria uma das suas prioridades com os conflitos em Darfur e na Somália no topo da sua agenda.