04.01.2007    Panapress

França acolhe réu absolvido de genocídio no Ruanda
redação Panapress

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Arusha, Tanzânia (PANA) - França acolheu um segundo réu absolvido de genocídio e exterminação pelo Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR), soube a PANA quinta-feira de fonte judicial em Arusha na sede da jurisdição internacional.

 

Jean Mpambara, ex-governador de Rukara (leste do Ruanda), deixou a sede do TPIR alguns dias antes do Natal para se juntar à sua família em Mayotte, uma ilha francesa do Oceano Índico.

 

O primeiro réu absolvido do TPIR, o ex-governador Ignace Bagilishema, vive em França desde 2001.

 

Detido em Junho de 2001 num campo de refugiados do norte da Tanzânia, Jean Mpambara foi julgado de 19 de Setembro de 2005 a 3 de Maio de 2006.

 

França, acusada pelo Ruanda de ter apoiado o Governo durante o genocídio de 1994 e de servir de refúgio a presumíveis autores destes massacres, hesita, contudo, em acolher no seu território o ex- ministro dos Transportes André Ntaguerura, cuja libertação foi confirmada em Fevereiro de 2006, apesar de ter sido notificada pelo TPIR.

 

Absolvido no mesmo processo que Ntagerura, o ex-prefeito de Cyangugu (sul) Emmanuel Bagambiki ainda não foi acolhido pela Bélgica mesmo depois de a sua esposa ter adquirido a nacionalidade belga.

 

Por seu lado, o ex-ministro do Ensino Primário e Secundário André Rwamakuba, absolvido a 20 de Setembro de 2006, deseja juntar-se à sua família na Suíça.

 

Os três homens continuam a ser alojados pelo TPIR num albergue de Arusha porque se recusam a regressar ao Ruanda, afirmando recear pela sua segurança.

 

Além destas cinco absolvições, o TPIR, criado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU de Novembro de 1994, pronunciou até agora 27 condenações que vão de seis anos de à prisão perpétua.