A Casa das Áfricas publica e/ou apóia a publicação de obras relevantes sobre o continente africano, originais ou traduções, mediante acordos com editoras no país e no exterior.
Além disso, a Casa das Áfricas tem colaborado, mediante a indicação de pautas e artigos, na edição de números especiais sobre África em periódicos/revistas.
Este volume I da África Negra: História e Civilizações cobre o período menos conhecido da história africana e um dos mais difíceis de abordar. Ver-se-á neste livro que, longe de estar recheado apenas com as continuidades, este tempo longo do passado africano foi talvez, em primeiro lugar, o das invenções contínuas, sob a forma de uma incessante bricolagem, de laboriosas adaptações ou de rupturas radicais. (Elikia M'Bokolo)
A obra explora a proposição de que várias esferas ligadas à estruturação e dinâmica dos processos sociais de três sociedades negro-africanas (Iorubá, Agni e Senufo) possuem uma dimensão ancestral dotada de concretude histórica. O estudo não é um trabalho sobre religião mas, sim, de identidade negro–africana e o tratamento tem fundamento universal, evitando assim uma visão redutora da condição humana dessas sociedades.
Na África, cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima. A frase, do malinês Amadou Hampâté Bâ, expressa a importância da transmissão oral no continente e a sensação de ouvir um sábio africano relatar suas experiências: é como se vários livros se abrissem, com uma profusão de detalhes, para dar voz às histórias e às tradições locais.
Lavra é o título da poesia reunida (1970/2000) de Ruy Duarte de Carvalho, recém-editada pela Cotovia, com o apoio da Casa das Áfricas e do Instituto Português do Livro e Bibliotecas.
A revista, com o tema Áfricas, traz artigos e reflexões sobre a cultura africana. A publicação conta com artigos de pesquisadores, colaboradores e conselheiros da Casa das Áfricas. Reproduções de obras de arte contemporânea (fotografia, escultura e pintura) dialogam com trabalhos acadêmicos para melhor compreender as dinâmicas culturais das sociedades africanas. Artigos completos no Banco de textos.
A terapeuta ocupacional Denise Dias Barros, pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar do Imaginário e da Memória e do Laboratório de Antropologia Visual, ambos da USP, e vice-coordenadora da Casa das Áfricas, viveu dois anos entre os Dogon, República do Mali, para compreender a problemática da loucura e seu tratamento nessas sociedades. A obra ganhou o prêmio Jabuti, categoria "Educação, Psicologia e Psicanálise", de 2005.
Número dedicado à África. Artigos e entrevistas, com destaque para os textos de Fábio Leite, "A questão da palavra em sociedades negro-africanas" e Kabengele Munanga, "Identidade étnica, poder e direitos humanos". Artigos completos no Banco de textos.