
Etíopes vão garantir o treinamento das tropas somalis
O primeiro-ministro do governo de transição da Somália, Ali Mohamed Gedi, disse à BBC que as tropas etíopes permanecerão na Somália até a situação estabilizar, o que segundo as suas palavras poderá levar meses.
"Isto vai depender de como vão decorrer a estabilização e a pacificação. Pode levar semanas, pode levar meses, mas não mais".
Gedi disse que as tropas somalis estavam prontas a assumir mais responsabilidades na segurança do país mas que primeiramente precisam da ajuda dos etíopes.
O primeiro-ministro Akli Mohamed Gedi ofereceu uma amnistia a milhares de apoiantes da milícia da União dos Tribunais Islâmicos.
Três dias
Ele deu-lhes um prazo de três dias para que entreguem as armas, ou, conforme as suas palavras, elas serão retiradas pela força.
O vizinho Quénia disse, entretanto, que está a responder a um apelo do governo da Somália para encerrar a fronteira à milícia dos Tribunais Islâmicos que se retirou em face do avanço das tropas etíopes que apoiam o governo somali.
O general na reserva Joseph Nkaisserry é o porta-voz da oposição queniana para os assuntos de defesa:
"A fronteira queniano-somali tem mais de setecentos quilómetros e é muito porosa, mas há alguns pontos de passagem que eu penso que o governo de transição está a pedir ao Quénia para encerrar para que possa controlar os movimentos de entrada do Quénia para a Somália ou vice-versa."