O Presidente sudanês Omar al-Bashir não compareceu a um encontro com o seu homólogo chadiano, Idriss Deby.
Ambos deviam ter assinado um pacto de não-agressão mas al-Bashir faltou justificando-se com dores de cabeça depois de uma longa viagem.
Era suposto que a reunião tivesse tido lugar ontem na capital senegalesa, Dakar.
Os dois líderes devem encontrar-se agora ainda hoje na presença do Secretário-Geral das Nações Ban Ki-Moon.
Eles devem assinar um acordo para acabar com o apoio de grupos rebeldes em cada um dos países.
Na véspera do encontro, o Presidente al-Bashir expressou cepticismo perante o acordo, ao afirmar que acordos anteriores com o Chade não tinham sido implementados.
O encontro na cimeira da Organização da Conferência Islâmica foi organizado pelo Presidente senaglês, Abdoulayé Wade.
O Sudão acusa o Chade de apoiar os rebeldes de Darfur e o Chade acusa o Sudão de apoiar os rebeldes que atacaram a capital N'Djamena no mês passado.
Missão prolongada
Noutros desenvolvimentos, o líder da força conjunta de manutenção da paz das Nações Unidas e da União Africana na região sudanesa de Darfur disse que a missão podia durar dez anos.
O General Martin Luther Agwai disse à BBC que as tensões entre o Sudão e o Chade estavam a tornar o conflito mais difícil de resolver.
Ele disse que a força de 26 mil militares não seria enviada na sua totalidade até ao final do ano embora esteja a melhorar as suas capacidades e a preparar-se para alargar as suas operações em áreas controladas pelos rebeldes em Darfur.
Mas o General salientou que a resolução da crise depende da vontade de negociação por parte dos envolvidos.
"Até agora não há paz para manter em Darfur. Portanto o processo da ONU conseguir a paz pode arrastar-se por muito tempo dependento daquilo que o povo, os movimentos, o governo e a comunidade internacional querem."
Agwai acrescentou que se cada um souber o que quer e se estiverem dispostos a fazer concessões pode ser muito mais rápido do que o esperado.
Nos últimos tempos teve lugar um aumento da violência no oeste da região de Darfur, várias aldeias foram bombardeadas por aviões do governo e houve ataques no terreno por parte do exército e das milícias Janjaweed.