São Tomé, São Tomé e Príncipe - São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Portugal são os únicos países lusófonos com liberdade total de imprensa, segundo um relatório da Freedom House, Organização não Governamental sediada em Washington (Estados Unidos) e com escritórios em mais 12 países do mundo.
Num relatório anual publicado por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de Maio), a ONG coloca Cabo Verde e São Tomé e Príncipe em 61º lugar, enquanto Portugal e Leichtenstein ocupam a 12ª posição da lista liderada pela Finlândia e pela Islândia com a mesma classificação.
Portugal está acima de países como a Alemanha, a Irlanda e os Estados Unidos, que partilham o 16º lugar, no relatório da Freedom House sobre a liberdade de imprensa.
No ano passado, Cabo Verde foi colocado entre os países de liberdade "parcial" de imprensa e a organização afirma que a sua subida nos rankings se deve "à contínua consolidação das tendências democráticas que levaram a uma maior abertura no ambiente em que os mídias operam e à diminuição dos casos de intimidação legal e de ataques a jornalistas".
Quanto a outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, (CPLP), Moçambique aparece em 87º lugar, Timor Leste em 90º, Brasil também 90º e Guiné-Bissau 102º, todos considerados países onde existe liberdade "parcial" de imprensa, enquanto Angola (135º) é considerado um país sem essa liberdade.
O relatório afirma que "apesar de garantias constitucionais, a liberdade de imprensa é restrita em Angola".
O documento descreve como uma "melhoria" uma nova Lei de Imprensa aprovada no ano passado, mas diz que esta contém ainda "várias normas restritivas".
Diz o documento que "apesar de o Governo na generalidade tolerar críticas dos mídias privados, entidades governamentais muitas vezes pressionam a imprensa independente a cobrir o Governo a uma luz mais favorável", sublinhando que "detenções arbitrárias, intimidação e ataques contra jornalistas continuam a ocorrer" em Angola.
A avaliação é feita com base no "ambiente jurídico em que os mídias operam, as influências políticas na actividade jornalística, o acesso à informação e pressões económicas sobre o conteúdo e disseminação de notícias".