
Bandeira da União Africana
A cimeira encerrou ontem sem que se tenha chegado a consenso quanto à formação da força de paz a enviar para a Somália.
A União Africana procura mobilizar 8 mil homens para aquele país, depois da União dos Tribunais Islâmicos ter sido derrotada no mês passado pelo governo de transição da Somália com o apoio da Etiópia.
Objectivo não alcançado
Na conferência de imprensa que marcou o encerramento do encontro, o novo Presidente da União Africana, o Presidente John Kufuor do Gana, disse que a organização ainda estava a tentar organizar uma força de manutenção da paz para a Somália, composta por 8 mil militares.
No início da cimeira haviam sido prometidos 4 mil militares oriundos do Uganda, Nigéria, Gana e Malaui.
O Presidente Kufuor disse que à altura do encerramento da cimeira esse número não aumentara, mas que esperava que outros países se voluntariassem para disponibilizar mais meios humanos.
Um contingente de 4 mil soldados é considerado insuficiente para conseguir trazer a paz à Somália.
De acordo com os analistas, qualquer atraso na mobilização de uma força de estabilização para aquele país poderá contribuir para a degradação das já de si precárias condições de segurança na Somália.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Mon, que também esteve presente no encontro, disse que a responsabilidade dessa força de manutenção da paz era um assunto que requeria uma maior discussão.
Proposta da Somália
Os delegados presentes nesta cimeira da União Africana ouviram durante o encontro as palavras do Presidente interino somali, Abdullahi Yusuf, que apelou à realização de uma conferência de reconciliação nacional para que o seu país se possa unir pela primeira vez em 16 anos.
Yusuf disse que essa conferência deveria contar com a participação de todos os chefes de clã somalis, líderes religiosos e grupos políticos.
Não ficou claro se este seu convite se estendia à aliança islamita.
Os Estados Unidos da América e a União Europeia têm estado a pedir ao governo interino somali para que inclua islamitas moderados neste seu processo de reconciliação.