Paris, França - A Associação dos Cidadãos Guineenses no Estrangeiro (AGRE) apelou sexta-feira, em Paris, ao Exército do seu país para "desobedecer a qualquer ordem que o obrigue a matar ou ameaçar os manifestantes" e para apoiar a luta pela democracia lançada com a greve geral ilimitada iniciada há 10 dias.
Num "apelo patriótico", o AGRE estima que "a grandeza dum Exército, duma Polícia ou duma Gendarmaria consiste em nunca disparar contra manifestantes que expressem a vontade popular de renovação e mudança de execelente qualidade".
"Na Guiné Conakry, como em toda parte no Mundo, o Exército tem por missão fundamental defender o povo, os cidadãos e as populações", acrescentou a AGRE, acusando o regime do Presidente Lansana Conté de não ter concedido à Guiné "nem a Justiça, nem a boa governação e muito menos o respeito pelos direitos humanos".
Duas pessoas foram abatidas sexta-feira na Guiné Conakry pelas forças de ordem, elevando assim para seis o número de mortos registados desde o início da greve geral ilimitada decretada pelas principais centrais sindicais do país.